Peru Moda – Desfile Sergio Davila
novembro 18, 2010
Voltando aos desfiles que ocorreram no Memorial da América Latina, este é o do Sergio Davila, com algumas fotos e o vídeo:
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Peru Moda – Desfile Meche Correa
novembro 12, 2010
Tive a oportunidade de comparecer aos desfiles que aconteceram no Memorial da América Latina no dia 04 deste mês. Estes ocorreram durante a Expo Peru, com inúmeras outras programações.
Foram desfiladas quatro marcas, e a Meche Correa é a primeira que posto aqui. Não consegui tirar muitas fotos, mas filmei um a parte do desfile, para podermos perceber o clima, com fortes referências ao estilo musical do país, assim como nas formas e cores das roupas:
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Só para complementar, uma breve opinião minha: os desfiles não seriam nada sem as músicas espetaculares que tocam durante eles. Acho que é o que mais eu lembro depois… (Sou louca por música de desfile!) =])
FILE – sobre minha visita
setembro 1, 2010
Como resultado da visita feita ao FILE, passei por diferentes experiências e sensações muito interessantes, além de conhecer um pouco mais do que é possível produzir a partir do uso de linguagens eletrônicas.
Quando entro em uma exposição ou algo do tipo, em geral, o meu primeiro pensamento é, “por onde começo a ver, o que há para ver” e dependendo da ocasião esse pensamento é logo respondido ao me deparar com as obras, em seqüência e observá-las. Mas neste caso a sensação de dúvida continuou até o fim do percurso, uma vez que cada trabalho exigia uma diferente interação ou observação, sendo assim, necessário fazer uma sondagem, ir testando e descobrindo suas reações.
É muito curioso ver quão diversos os rumos que se pode tomar com o uso da tecnologia, inclusive quando voltados para as artes; mesmo não entendendo, e nem tentando entender os métodos, apreciei muito os resultados, tendo desde os mais emocionantes, até os divertidos.
Não tenho como falar de tudo o que gostei, mas tem alguns trabalhos de que me recordo melhos, por que foram mais marcantes. O principal foi o “Reler” que consistia em livros de madeira dispostos em uma prateleira comprida, dentro de uma sala escura coberta com carpete. Entrando na sala, após perguntar a um segurança se podia, pois lá não dava pra saber exatamente no que podia mexer ou não, já fui logo puxando um livro. Não sabia o que esperar ao abri-lo, tudo era surpresa, e tal que dentro dele havia um vidro, e por baixo fiações, placas e uma luz vermelha, logo após ser aberto, uma voz começou a contar a história que correspondia ao próprio. O que aconteceu foi uma mistura entre a tecnologia que fazia o livro ser ditado, e ao mesmo tempo o conforto da sala, o som envolvente ouvindo histórias que eu conhecia e que trazem diferentes lembranças à mente, como Macunaíma e Pequeno príncipe, cada uma remetendo a momentos vividos.
Claro que essa é uma experiência pessoal minha, mas o que gostei foi isso mesmo, cada uma que entrava e pegava um livro se surpreendia quando reconhecia o mesmo, e após alguns momentos todas as vozes de cada história se misturavam na sala, se atropelando.
Gostei muito também do “Tardigotchi” que mescla o lado biológico e o virtual da coisa. Foi impossível não lembrar do tamagochi, que eu tanto adorava quando era criança, ao me deparar com ele. O que gostei foi da complexidade que ele apresentou, ao assistir e ouvir o vídeo que explicava o seu funcionamento, o que me deixou muito curiosa, até por haver o organismo dentro da esfera que precisa ser alimentado de verdade. Isso me fez refletir um pouco sobre a relação entre as pessoas hoje, as redes sociais, os “amigos virtuais”, e como se contentam em ficar “falando sozinhas” em redes como o Twitter, por exemplo.
O “Death Death Death” também me chamou bastante a atenção, assumindo, para mim, um tom mais sarcástico e pessimista, mas que faz refletir sobre a efemeridade das coisas na vida e o modo como ele explicita isso lembrando que tudo acaba na morte.
O “Luzes Relacionais” exigia bastante interação dos próprios movimentos do corpo para gerar o movimento das cortinas de luz que se formavam em meio a poeira, era bem uma questão de experimentação, de ir se movendo e testando os resultados. Muito legal.

E para ir terminando, dois trabalhos que arrancaram umas risadas foram o “Virtual Ground”, que se tratava praticamente de um jogo, em que tínhamos de controlar a “bola” do qual dava para participar duas pessoas. O outro é um que não achei o nome, mas consistia em uma sala na qual devíamos pular juntas para nossa filmagem ser reproduzida repetidamente na parede. Acontece que demos pulos e mais pulos todas juntas e não deu certo, mas foi engraçado.
Cada trabalho exposto trouxe uma experiência diferente, gostei muito da exposição, me abriu os olhos para coisas que eu não conhecia e não fazia idéia que existiam.
Site do FILE: http://www.file.org.br/
Compareci nesta última quinta feira, dia 27, à abertura da exposição “Pretinho Básico”: resultado de um concu
rso feito pelo Senac que selecionou inerpretações de uma atualização do que é o “Pretinho Básico” de alunos de estilismo e modelagem do curso de Desing de Moda, e estas, confeccionadas estão expostas no Shopping Bourbon Pompéia.
Gostei muito da proposta, a atualização do conceito do pretinho básico, que começou com Coco Chanel em 1920, e foi aderida por inúmeras figuras no mundo da moda, cinema, e pelas mulheres em geral. Na verdade os vestido lá expostos, alguns pelo menos, não eram nada básicos. Mas acho que é aí que está a parte mais interessante. O preto abre inúmeras possibilidades de expressão; é um básico que pode ser transformado, mas que sempre leva consigo uma carga de significados, que foram sendo incorporados com o passar dos anos.
Acho que este é um conceito muito presente entre as mulheres da atualidade, por ser fácil mudar sua mensagem, com uma simples mudança no corte, tecido, ou a produção em si, mas trazendo a essÊncia principal, que é o moderno, a versatilidade com sofisticação.
Na exposição em questão foi usado um único tipo de tecido, os comprimentos eram praticamente os mesmos nos dez vestidos, o jeito, olhando rápido, era semelhante a todos, porém, com um olhar mais atento se notam diversas especificidades que cada vestido possui. Entre recortes, volumes, drapeados, pregas, aviamentos, e outros detalhes, cada um assume sua própria personalidade.
Vejam fotos de alguns dos vestidos expostos:
As fotos não estão muito boas, mas dá para ter uma idéia da diversidade que foi gerada dentro do mesmo tema.
Coloco agora um único porém em relação a exposição: para quem trabalha com moda, nenhum pequeno detalhe pasa desapercebido, treinamos nosso olhos para tornar nosso trabalho o mais impecável possível, nesse sentido, percebi alguns deslizes: zíper aberto (provavelmente o manequim não foi compatível com o vestido) e fios a serem arrematados. No geral, admiro muito o trabalho dos alunos, a execução estava muito boa, e acho que tudo fica de aprendizado para futuras experiências (dos criadores e dos visitantes).
Outras fotos:
















